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Domingo ,19 Maio, 2024
Sociedade

AG Extraordinária não trava pedido de demissão da direção da AHBVA

Várias dezenas de associados da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcanede (A.H.B.V.A) marcaram presença, no dia 10 de abril de 2015, na Assembleia-Geral Extraordinária (AG) que decorreu no quartel da corporação.

A reunião, que tinha como ponto único da ordem de trabalhos a discussão do pedido de demissão dos órgãos sociais, resultou da intenção já manifestada pela direção liderada por António Baptista, na anterior AG do passado dia 29 de março, de não continuar a dirigir os destinos da instituição Alcanedense.

Na origem deste mal-estar, estão vários desentendimentos registados nos últimos meses entre a direção e o comando, que provocaram a troca de acusações verbais e escritas entre o Presidente e o Comandante Filipe Regueira.

A AG iniciou-se com a entrega de uma moção de confiança ao trabalho desenvolvido pelos órgãos sociais para que se mantivessem nos cargos, sendo encabeçada por uma sócia da instituição e assinada por vários outros associados, mas que acabou por não ser votada.

Durante a Assembleia- Geral Extraordinária, foram escutadas as opiniões de vários associados, a maioria a favor da direção e apelando ao consenso, embora também tenham existido apoiantes de que o Comandante se deveria demitir de imediato e outros que gostariam de ver Filipe Regueira em funções por mais anos.

A troca de argumentos foi uma constante durante a reunião e serviu para, de viva voz, António Baptista e o Comandante dos Voluntários de Alcanede apresentarem os seus pontos de vista perante a Assembleia. Ouvidas as posições e razões de cada um, procedeu-se à votação, de braço no ar, de quem apoiava a manutenção dos órgãos sociais nas suas funções, sendo que a direção obteve a maioria dos votos a favor.

Numa primeira reação, Artur Duarte, Presidente da Mesa da Assembleia- Geral deu como efetiva a vontade expressa pelos sócios mas, logo de seguida, o Vice-Presidente da A.H.B.V.A, Fernando Azinheira, manifestou a sua discordância e reforçou o pedido de demissão já anunciado. Em causa, segundo o dirigente, esteve um email que o comando terá enviado à direção há já algum tempo e onde terá existido uma falta de respeito, grave, que o leva a tomar a decisão de não continuar.

Após um breve período de suspensão para reflexão dos dirigentes associativos, pedido pela Mesa da AG, direção e associados voltaram a reunir na sala para tomarem conhecimento do veredicto final, que ditou a não continuação dos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcanede à frente da instituição.

Recorde-se que a direção da A.H.B.V.A não tem, legalmente, poder para destituir o Comando, já que só a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) o poderá fazer. Nesse sentido, esta AG acabou por não reunir consensos, sendo certo que Filipe regueira fez questão de referir que não colocava o seu lugar à disposição por não se rever nas acusações de que é alvo. Estando a direção demissionária, e tal como já sucedeu num passado recente, os órgãos sociais apenas manterão a gestão corrente da A.H.B.V.A até á marcação de novas eleições.

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