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Segunda-feira ,12 Abril, 2021
Saúde

Ruth Lopes já não é médica em Alcanede

A médica, Ruth Lopes, já comunicou o pedido de exoneração da função pública à diretora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Lezíria, Diana Santos, há cerca de um mês. Em declarações ao Portal de Alcanede justificou esta tomada de posição, “saio da função pública porque não estou para pactuar com um sistema em que as resoluções políticas penalizam o SNS”.

Em exercício de funções em Alcanede desde janeiro de 2012, Ruth Lopes, reconheceu que o atual estado do Serviço Nacional de Saúde, “despreza qualquer tipo de qualidade, onde médicos e utentes são vistos como números, jamais exercerei medicina assim”, admitiu a profissional de saúde que continua em baixa médica.

Recorde-se que em julho do ano passado, a médica, também pediu a demissão do cargo de coordenação do CS invocando falta de recursos, “diariamente confronto-me com o facto de olhar uma equipa que deseja poder melhor servir uma população carenciada mas que na realidade não consegue atingir as metas desejadas,” lamentou.

“Sempre tive uma boa relação com os meus doentes e Alcanede seria o lugar onde me manteria em funções com muito prazer, se tivesse mais apoio ao nível de recursos”.

O anúncio da rescisão do contrato em funções públicas que ainda não terá sido comunicado oficialmente aos funcionários e utentes por parte do ACES, surge numa altura em que a população se prepara para protestar na próxima quarta feira dia 15 de abril, exigindo mais qualidade na prestação dos cuidados de saúde.

O quadro clinico do CS de Alcanede, que serve também a população da freguesia da Gançaria resume-se na atualidade a um médico (António Veneno) para um universo de quase 5 mil utentes.

 

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