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Quinta-feira ,23 Setembro, 2021
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Angariação de fundos para as obras da Igreja Matriz de Alcanede ascendem a 153 mil euros

As receitas angariadas para as obras da Igreja Matriz de Alcanede cifram-se, atualmente, nos 153.917,19€. A informação foi avançada pelo Padre António Vicente que, em declarações ao Portal de Alcanede, agradeceu “a generosidade de todas as pessoas das terras da freguesia, dos grupos e das instituições”, que têm contribuído para a defesa deste património de todos.

A convicção do sacerdote é de que as obras possam começar no decorrer de 2021, “para mim eram já”, mas indicou que “a pandemia foi sem dúvida um atraso, um bloqueio”, e que ainda falta aguardar “o licenciamento pela Câmara Municipal de Santarém” para se iniciar o processo “de se pedirem vários orçamentos a diferentes empresas”, disse.

A necessidade da Câmara Municipal de Santarém (CMS) ter de enviar para a “Direção Geral do Património a nossa proposta de intervenção das obras”, obrigou a introduzir no projeto a presença “de um arqueólogo e a verificação de uma empresa especializada em restauro de azulejos”, o que atrasou bastante o início das obras.

Apesar da Igreja Matriz não estar classificada pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC), “está dentro do perímetro da classificação atribuída ao Castelo de Alcanede, daí que a CMS tenha enviado para a DGPC a apreciação já mencionada”, pelo que a “nossa urgência nem sempre se coaduna com a burocracia do nosso país e os passos que todos temos que dar”, afirmou António Vicente.

Segundo o Pároco, as obras serão realizadas por fases e o valor final deverá, certamente, ultrapassar os 200 mil euros. Um número já indicado ao Portal de Alcanede, em maio de 2018, numa reportagem de vídeo que poderá recordar na secção «Portal TV». Para o sacerdote, esta obra, “é quase uma caixa de surpresas, uma casa velha com diferentes deficiências inerentes da idade e quando se começar a mexer descobrir-se-ão outras coisas”, disse.

A primeira fase passará pela aquela que é considerada a mais importante, que é a estabilização da Igreja, “depois de estabilizada e recuperada no seu todo a parte edificada, passaremos para o adro, que consta ser impermeabilizado, pelo que foi criado um pequeno anfiteatro de acordo com a proposta do arquiteto e umas casas de banho exteriores, quer para pessoas com deficiência e também com fraldário”. No seguimento, prevê-se o coro e o guarda-vento que “precisa de ser novo e que o próprio arquiteto já se ofereceu para faze-lo de acordo com o estilo e arquitetura da nossa Igreja”, esclareceu o Padre António Vicente.

O sacerdote reconhece que os tempos são muito difíceis, “é preciso manter a calma e a serenidade para juntos ultrapassarmos esta tempestade que nos toca a todos” e que, segundo o próprio, “toca à própria Igreja que sente esse embate. Eu próprio sinto esse embate, porque atualmente o número de participantes nas eucaristias é reduzido, o que origina menos receitas a entrar na paróquia”, desabafou.

O Padre António Vicente lembrou, também, que abdicou do seu próprio vencimento “durante alguns meses por, consciência, achar que o devia fazer para não pesar a paróquia e dado que o dinheiro que é das obras é das obras e está no BPI, mas que na gestão da paróquia e da Casa Paroquial, das contas correntes, não tem sido fácil”, afirmou.

Nestas declarações ao Portal de Alcanede o Padre, que comemorou 29 anos de sacerdócio em junho deste ano, recordou que, “não deixo de ser uma pessoa que está de passagem, quem fica é a população, as gentes da paróquia de Alcanede, portanto o ganho é para todos efetivamente”, e que a única coisa que lamenta, é o facto de “de termos interrompido uma dinâmica que estava a ser excecional”, com a campanha «Eu sou Matriz», esperando que apesar da pandemia, “dos atrasos que originou, que um dia possamos, e acredito que depois com a Igreja renovada, se possa implementar novamente essa dinâmica que muitas vezes me encheu os olhos de lágrimas, pelo carinho das pessoas, das comunidades”, disse.

O valor angariado para as obras da Igreja, até ao momento, é excelente, “em boa hora Deus me iluminou para iniciar a campanha «Eu sou Matriz», porque de outra maneira teria sido muito difícil juntar tanto dinheiro que conseguimos! Dou graças a Deus pela generosidade das pessoas das terras, dos grupos, das instituições, que superou mais de 150 mil euros”, enalteceu.

O Padre António Vicente confirmou ainda que irá divulgar a toda a população “em pormenor aquilo que estamos a apresentar de forma global de todos os valores apurados até ao momento”, e que esses detalhes serão apresentados por lugares, instituições, empresas, etc.

A finalizar, o sacerdote da freguesia de Alcanede, deixou os votos de Boas Festas para toda a comunidade e para deixar uma palavra de ânimo e solidariedade a todas as famílias, “em especial para aquelas que se veem aflitas com a realidade do Covid-19, do isolamento”, lembrando que, “não são só os nossos idosos, às vezes são famílias inteiras. Tenho recebido alguns telefonemas de desabafo, e até com algum desespero, de algumas pessoas”, disse.

Apesar das dificuldades provocadas pela pandemia, o Pároco tem tentado manter a proximidade, possível, com a comunidade, “tenho tentado encontrar outros meios de estar com a minha gente através das redes sociais”, quer do facebook e do Instagram, “bem como os vídeos da campanha de Natal e até na parceria com o Portal de Alcanede no espaço «Povo de Deus» para mantermos uma ligação afetiva, espiritual, de conforto e de ânimo para todos”, finalizou.

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