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Quarta-feira ,19 Janeiro, 2022
Artigos de Opinião

A Sociedade que temos

Vivemos numa sociedade em que se complica quase tudo o que visivelmente contribuirá para o desenvolvimento e bem estar da maioria dos cidadãos e se facilita demasiado o que preconiza o contrário e contamina esta sociedade. Vejamos o que diariamente lemos e vemos nos órgãos de informação social, que embora nos pareça por vezes exagerado, penso ser útil no que concerne a chamadas de atenção para reflectirmos a sociedade que temos.

Pessoalmente vivo nesta sociedade há já mais de sessenta anos e como me considero um cidadão atento e minimamente informado, faço a análise que manifesto neste artigo e que representa a minha exclusiva opinião.

Comecemos por analisar os Planos Directores Municipais (a nível nacional) e neles verificamos nitidamente uma tendência para atrofiamento, especialmente nas zonas rurais, complicando e negando desenvolvimento e bem estar das populações impedindo que se construa em sítios que visivelmente não terão outra opção lógica e que em nada prejudicariam a sociedade !.. até pelo contrário, contribuiria para uma melhor qualidade. Pergunto porquê ?… Quem achará isto racional, terá as suas razões… – Particularmente, muito gostaria que algum dia se constituísse um grupo de juristas que através das Leis quer nacionais, comunitárias e internacionais, fosse capaz de levar ao chamado banco dos réus, os responsáveis pelos prejuízos causados às comunidades e ao País.

Vamos agora fazer uma análise à difícil implantação e existência das empresas, também dentro das suas responsabilidades sociais e verificamos que, numa grande maioria das vezes elas são entendidas como necessitando do Estado e não o contrário. Pois como é evidente e sabido pelos mais atentos, é o Estado que necessita das empresas e não as empresas, do Estado !… Pois vejamos de onde se alimenta todo o aparelho do Estado e quem pode garantir emprego ?!… –  Também a estas são criadas muito mais complicações do que facilitismos e as pessoas responsáveis estão a ficar cansadas e desistem. É lamentável mas é assim.

Para terminar, não posso deixar de falar de uma preocupação social que sempre tive e onde acho que poderia acontecer maior justiça: – No campo do trabalho e atribuição salarial é para mim muito difícil para não dizer impossível, compreender como poderá haver explicação para que uma pessoa à qual sejam atribuídas as mesmas condições de trabalho, possa vir a usufruir em termos salariais mais do que 20 vezes o salário da outra, mesmo que em trabalhos diferentes. Note-se que me refiro a salário !… Pois se tiver trabalho diferente e local diferente, haverá lugar a justificadas compensações. – Desde que vivo nesta sociedade, sempre me lembro de haver por parte do Estado e outras Entidades Sociais a preocupação de haver um tecto salarial mínimo. Porquê não haver também um tecto salarial máximo ?… mas que em caso algum ultrapassasse mais do que vinte vezes o mínimo. Penso que não seria difícil e… quando achassem que o máximo estava a ficar baixo… seria simples, aumentavam o mínimo que seria a base.

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