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Terça-feira ,7 Dezembro, 2021
Artigos de Opinião

Leiria @ Alcanede

Esta minha cena peca por tardia. Às vezes, a fona da vida, afasta-nos do que é mais importante. Corremos o risco de ficarmos, como dizia Pessoa, à margem de nós mesmos. Temos medo de nos atravessar. Aqui e ali pululam, timidamente, é certo, epifenómenos que encerram um sentido de missão e de cidadania que, de tão raros, se tornam incompreendidos. Por quem? Pelos pares. Não há uma bitola que torne mensurável o empreendedorismo. Pelo menos por enquanto.

Ficamos embevecidos quando ouvimos a Pedra Filosofal do Gedeão, mas os sistemáticos e simbólicos ensaios sobre a cegueira, que nos chegam todos os dias, travestidos das mais diversas formas, já não nos deixam sonhar. Vamos, paulatinamente, perdendo essa capacidade.

Apetece-me dar um aplauso ensurdecedor ao Carlos e ao Paulo por terem sonhado. É que, ao contrário do que pensam os tecnocratas desta vida, quando sonhamos, os sinais electromagnéticos que libertamos podem ser transformados numa construção sólida. É assim que conseguimos distinguir os sonhadores amorfos e letárgicos, dos empreendedores. Esta vossa empreitada está na fase dos caboucos. É certo. Mas, qualquer obra, deve começar com a abertura de fossos bem dimensionados para receber os alicerces.

Tenho a certeza que os vossos serão fortes, para edificarem um sonho, convenhamos, muito bem sonhado. Sei que não vão sucumbir à crítica fácil e desconstrutivamente gratuita, nem mandarão a toalha ao chão. Ao contrário de outros pseudo-projectos-de-empreendedores-e-sonhadores, vocês têm-nos no sítio. Muito obrigado pela vossa determinação e parabéns pelo portalalcanede.pt.

Com um grande abraço a partir de Leiria,

Rui Quiaios


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