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Terça-feira ,30 Novembro, 2021
Sociedade

Dívidas da CMS a instituições da freguesia de Alcanede poderão ser pagas em breve

As instituições da freguesia de Alcanede que têm verbas a receber da Câmara Municipal de Santarém (CMS) deverão começar, nas próximas semanas, a receber parte dos valores em divida. A situação, que se estende a todo o concelho, abrange as juntas de freguesia, os corpos de bombeiros, as instituições particulares de solidariedade social e as associações recreativas e culturais.
O Tribunal de Contas deu esta semana um visto favorável à adesão da autarquia de Santarém ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e ao Plano de Saneamento Financeiro da câmara. Nesse sentido, deverão ser disponibilizados em breve, cerca de 33 milhões de euros que farão face à liquidação de parte das dívidas da CMS junto dos seus credores. O anúncio foi feito em conferência de imprensa por Ricardo Gonçalves.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém considerou que, “este foi um processo bastante demorado, com bastante ruído e com muita gente a falar sobre o que não sabia”, frisando que, “não é só uma injeção de dinheiro, é uma injeção de confiança na economia local, sobretudo nos tempos difíceis de crise que todos vivemos”, disse.

Dos 33 milhões de euros, 19 milhões são oriundos do Plano de Saneamento Financeiro contraído pela autarquia junto da banca, e os restantes 14 milhões correspondem a uma primeira tranche do PAEL (60%), cujo valor total é de 24 milhões de euros. Os restantes 10 milhões do PAEL serão divididos em duas tranches de 20%, disponibilizados pela Direção Geral do Tesouro e Finanças à medida que a Câmara for fazendo prova do cumprimento integral do plano.

PS de Santarém lamenta atraso de sete meses

No mesmo dia em que Ricardo Gonçalves anunciou, aquilo que considerou de “um verdadeiro balão de oxigénio”, a concelhia do Partido Socialista emitiu um comunicado onde lamenta “que a aprovação só aconteça sete meses depois da data prevista”.

Pela voz de Carlos Nestal, presidente do PS de Santarém, os socialistas criticam o facto de terem sido gastos 55 mil euros na contratação de uma empresa, sediada na Guarda, para elaborar uma candidatura e sustentam que o montante aprovado não vai diminuir a dívida da Câmara, “mas sim aumentá-la em mais 18 milhões de euros em juros”.

Segundo o responsável da concelhia socialista, “a verba a disponibilizar pelo PAEL contempla apenas 42% das faturas existentes à data da candidatura da Câmara ao programa”, atribuindo a necessidade do recurso ao saneamento financeiro, “à má gestão do executivo PSD desde 2005”, citámos.

Fonte: Rede Regional

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