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Sexta-feira ,6 Agosto, 2021
Artigos de Opinião

Vandalismo em Alcanede – Um dia pode correr mesmo mal! Opinião Paulo Coelho

Se não é no Castelo é no Parque de Jogos, se não é no Parque de Jogos é no Castelo! Os recorrentes atos de vandalismo que estes dois locais têm sido alvo da frustração de alguém (ou de alguns) começam a irritar profundamente a população da vila de Alcanede. Um dia pode correr mesmo mal!

Atenção, porque a profunda estupidez estende-se a outras zonas da nossa freguesia! Recordo, por exemplo, os atos perpetrados recentemente na Ermida de Nª. Senhora das Neves, em Mata do Rei, sendo certo que também deverão existir em outros lugares, mas que desconheço em pormenor.

Com exceção do ocorrido em Mata do Rei, onde foi utilizado um veículo 4×4 (além das 4 “patas” pertencentes a cada um dos seres intervenientes), estou seguro de que na sede da vila os energúmenos são sempre os mesmos! Uma vez ignorantes, para sempre ignorantes, mas um dia pode correr mesmo mal!

Estes imbecis sentem-se completamente impunes! E não, na minha opinião não seria a existência de um posto da GNR em Alcanede que iria resolver estes delitos, nem outros que parecem passar ao lado das autoridades e que até se veem e se escutam às claras!

O orçamento do estado para 2021, já aprovado, quer, e vai (dê por onde der) cobrar 93 milhões de euros em multas de trânsito, 58 vezes mais do que em 2020! O que significa isto? Que continuará a não haver tempo para investigar “pequenos” delitos, até porque estes não produzem receita imediata e, além do mais, dão chatices demasiadas quando se sabe que um Juiz vai libertar essa gentalha dois minutos depois.

A culpa não está nos agentes, tão pouco nos seus superiores hierárquicos diretos, mas sim no ministério que os tutela, que por sua vez diz “ámen” ao das finanças. “A velha história”, mas todos, ou quase, continuamos a achar normal! Mas um dia pode correr mesmo mal!

Sou do tempo, e durante vários anos, em que o presépio do Castelo era iluminado através de uma gigantesca extensão elétrica que vinha do monumento até casa do meu tio Samuel Branco. Apesar de criança, na maioria das vezes, era eu que a ligava ao cair da noite, orgulhoso, feliz! Se uma lâmpada se fundisse, íamos lá, trocávamos e já estava, ninguém partia nada.

Mais cedo ou mais tarde estes asnos vão ser apanhados em flagrante, e como não sou político e não tenho necessidade de ser “politicamente correto”, defendo um tratamento compatível à imaginação de cada um que se sente ofendido pelas sucessivas atrocidades que estes lerdos vêm cometendo há demasiado tempo.

Um dia pode correr mesmo mal! Nesse dia, cá estarão todas as forças policiais deste país, incluindo o exército, a perguntar: – O que é que correu mal? “Nada, foi perfeito!”, Diremos nós.

Paulo Coelho

Foto: Junta Freguesia Alcanede
Foto: JFA
Foto: JFA

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