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Quarta-feira ,19 Janeiro, 2022
Artigos de Opinião

Reflexão Parte II

Ainda bem que não somos todos iguais. Seriamos decerto mais do mesmo na perspectiva que tenho sobre como devemos enfrentar o quotidiano nas relações profissionais, pessoais, sociais e institucionais. Se há coisa que não me dá nenhum prazer é dar com um clone de mim próprio, seria uma verdadeira maçada, sem nada de verdadeiramente interessante para confrontar.

É sempre da discussão que sai a luz, ainda que isso seja sinónimo muitas vezes de nada. Há tantos casos estudados, debatidos e até colocados em prática, que voltam ao início – à procura de nova luz. Isto vem a propósito de um artigo do nosso muito estimado Joaquim Santos de título “Reflexão”. Reflecti sobretudo no conteúdo que diz respeito ao associativismo e ao manifesto desinteresse dos associados em participarem activamente na vida das instituições, sejam elas de que natureza forem.

Seria demasiado simplista achar que tratando-se de organizações sem fins lucrativos não há apetência para as causas, ainda que a reformulação do conceito não me choque, sobretudo quando se percebe que o conceito levado à prática não dá frutos. Esta história de termos a mania que somos todos muito altruístas é uma meia verdade, embora conheça muitos exemplos louváveis. No entanto, a generalidade é escassa. Por isso tantas vezes vêm à baila as gastas, mas verdadeiras, expressões, do “amor à camisola” e a “carolice”.

Quando o nosso articulista Joaquim Santos coloca o dedo na ferida dizendo, “assistimos todos os dias, a todo o tipo de críticas aos poucos que ainda vão tendo coragem de ir com muita carolice guiando os destinos das diversas associações, mas na hora das eleições esses críticos que são muitos, em vez de assumirem a sua responsabilidade e darem a cara, não, escondem-se esperando por uma próxima para criticar novamente, porque isso é mais cómodo”. Se ainda há frases que podem levar a várias interpretações esta não é uma delas, pelo que sou levado a concordar em plenitude.

O problema é transversal a todo o mundo associativo. Não é por isso um exclusivo de Alcanede o “divórcio”, instituições vs associados. Mas onde radica tudo isto? Na minha modesta opinião é um problema de falta de informação. Dos diversos casos que conheço, até além fronteiras da freguesia, é hábito as pessoas, por uma questão de identificação de grupos, tomarem partido de A, B, ou C, ou por questões de posicionamento político-social, ou porque há colegas com que não se simpatiza, ou quando se enfatiza os holofotes a determinada pessoa ou grupo, ou, ou, ou…

O quase denominador comum, na maioria dos casos, acaba por ser uma rotunda falta de conhecimento sobre os assuntos, ainda por cima tantas vezes alimentado por quem se sente lesado ou injustiçado com o diz que disse, sem a frontalidade de se olharem olhos nos olhos. Depois, ainda há as pessoas que de tão altruístas, passaram a troco de nada, por razões diversas, a ser vaiados, mal tratados, acusados de oportunismo, enfim, é o que chamo um verdadeiro massacre ao altruísmo. No meio de tudo isto, recordo que estou a falar do geral e não a concretizar nenhuma situação específica, razão pela qual me dirijo a todos e a ninguém, e a nenhuma instituição em particular. É que por muito menos já fui enxovalhado. Concluo dizendo que ao quadro que descrevi anteriormente se juntam finalmente os “salvadores”, ou seja, aqueles que ainda possuem mais altruísmo que todos os restantes. Conclusão – pelas mesmas razões volta tudo ao mesmo, se tiverem paciência leiam os parágrafos anteriores.

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