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Alcanede
Domingo ,26 Maio, 2019
Educação

Projeto – “Algar do Pena, um Laboratório Vivo”

No dia 8 de janeiro houve mais uma saída de campo dos pequenos “investigadores/cientistas” da Escola Básica de Alcanede à Gruta – Algar do Pena. Aí os alunos efetuam a observação, monitorização, alimentação e verificação da saúde das espécies cavernícolas que se encontram no único Troglobiário de Portugal Continental.

Nesta saída de campo os alunos e professores do Clube Ciência Viva foram surpreendidos pela presença de uma investigadora espanhola, Andreia Castanho, que se encontra a desenvolver um projeto de investigação para conclusão do grau de doutoramento, sobre o tema ”Sensibilidade da fauna cavernícola à concentração de sal nos aquíferos”.

Com este projeto, a investigadora pretende saber se as alterações ambientais provocadas pelo Homem à superfície se repercutem no subsolo. Esta investigadora explicou aos alunos a extrema importância da gruta do Algar do Pena, para a realização de estudos científicos sobre as espécies de fauna cavernícola.

Uma vez que estas espécies não sobrevivem fora das condições biofísicas da gruta, é de extrema importância a sua preservação na plataforma, criada no interior desta gruta vertical, para que possam estar disponíveis para experimentação. Daí o reconhecimento da importância do Algar do Pena a nível internacional por parte da comunidade de investigadores e cientistas.

A monitorização desta estação por parte de alguns alunos da escola sede, resulta da articulação entre o Clube Ciência Viva da escola sede, a Junta de Freguesia de Alcanede que faculta o transporte dos alunos e professores e do PNSAC (Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros) entidade responsável pelo CISGAP (Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta do Algar do Pena).

Esta articulação está no seu segundo ano e prevê-se a sua continuidade, uma vez que os alunos participantes se têm mostrado muito interessados, pois além de contribuírem para a concretização de estudos científicos, adquirem de modo informal competências de natureza científica/tecnológica e sentem-se mais motivados para a aprendizagem das ciências experimentais no ensino formal.

A coordenadora do projeto Ciência Viva
Professora
Maria João Neto




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