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Quarta-feira ,27 Outubro, 2021
Sociedade

Mais de meia centena de alcanedenses foram conhecer o MEIO em Alcanede

A empresa MEIO, centro de aprendizagem, trabalho e eventos, abriu as portas à comunidade no passado domingo dia 14 de junho com poemas, leituras, música e histórias partilhadas, após a preparação e obras de recuperação da Casa da Quinta da Ponte.

O projeto, dos irmãos Isabel Marques e Pedro Carrolo, surge pela experiência de ambos nas áreas de formação e consultoria e, ao mesmo tempo, “é um caminho normal”, referiu ao Portal de Alcanede Isabel Marques, recordando que a Quinta da Ponte atravessou várias gerações em família, sempre ligada ao ensino e ao serviço da comunidade.

“Desde o tempo dos bisavós em que a casa chegou a funcionar como escola até ao tempo da avó que ensinou a ler várias gerações, e com toda a dinamização que a mãe criou nas últimas décadas com o teatro revista”.

Foi nesse contexto de uma peça de teatro ensaiada na década de 80 pela mãe dos mentores do MEIO, que mais de meia centena de alcanedenses, entre amigos e família, recordaram as histórias que “o Zé d’Aldeia”, entre outros, fez nascer.

Alguns antigos protagonistas da peça de teatro marcaram presença no evento, como foi o caso de Clara Albino, que aproveitou para sublinhar a importância dos momentos em que as pessoas se uniam para ensaiar, fazendo a ponte para a empresa MEIO, “Alcanede sempre soube receber bem e este projeto prolonga essa nossa tradição”, disse.

O dia da apresentação da empresa ficou também marcado por outros momentos culturais, Cacilda Neves, apoiante da Banda de Alcanede, levou para o encontro um poema e uma canção dedicados à Vila, referindo que além da Banda e da A.R.C.A. (Associação Recreativa e Cultural de Alcanede) “agora temos o Meio”.

Um fado dedicado a Alcanede entoou na voz de Alice Montez e a declamação de um poema da autoria de Casimira Frazão, a propósito deste novo espaço, integraram o programa de animação.

A relevância que este MEIO promete ter, foi elogiada por Aurélio Lopes professor e investigador, ao destacar a diferença de uma “empresa que se preocupa em fazer do seu primeiro momento de vida um tempo de convívio entre as pessoas, dando-lhes a palavra e valorizando a sua memória coletiva”, referiu.

A presidente da Junta de Freguesia de Alcanede, Cristina Neves, salientou a necessidade de um espaço com as caraterísticas do Meio, “faz falta à comunidade e, especialmente, faz falta às empresas um espaço onde possam estar, ficar, receber, trabalhar, realizar eventos”.

Um dos responsáveis pelo projeto, Pedro Carrolo, deixou o repto ao salientar que o MEIO precisa de todos, “teremos formadores de várias áreas, e contaremos convosco, com os vossos saberes, experiências e formas de fazer para que quem aqui chegue conheça algo único, o que nos define e distingue e que não existe em mais lado nenhum. Essa é a nossa grande diferença e o sucesso do MEIO depende muito de todos vós”, disse.

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