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Quinta-feira ,13 Maio, 2021
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Descarga efluente destrói mais de 7 Mil plantas de pimento junto à Ribeira de Nede

Uma descarga efluente estará na origem da destruição de cerca de 7 Mil plantas de uma seara de pimento junto à Ribeira de Nede. A plantação, que deverá comportar cerca de 80 Mil plantas no total, situa-se em Alcanede, próximo da Ponte Romana.

Manuel Fetal, sócio-gerente da empresa Vieira & Fetal Lda, que atualmente toma conta da exploração, disse ao Portal de Alcanede que no passado dia 27 de Maio e, “pelo menos até ao Sábado, dia 29, a descarga foi demasiado intensa”, provocando prejuízos na seara e um “cheiro nauseabundo que chegava ao centro da vila”, afirmou.

A situação “é recorrente e ninguém fala nem diz nada”, desabafou também Svitlana Hurlebaus, igualmente sócia da Vieira & Fetal Lda, afirmando que contactou a SOS Ambiente da GNR (Guarda Nacional Republicana) para denunciar a descarga que a própria atribui à empresa Valsabor S.A, com sede em Alcanede, mas que a resposta da autoridade terá sido, “não temos nenhum piquete disponível para ir agora a Alcanede e a senhora tem de esperar”. No entanto, “a espera mantém-se”, disse.

“Aquilo não é água, é algo muito espesso misturado com o que pensamos ser sangue e com um cheiro que ninguém aguenta. É impossível trabalhar assim”, lamentaram.

Os prejuízos, neste momento, já rondam os cerca de 700/800€, sem contar com a mão-de-obra, embora o que move estes empresários “não é nenhuma indeminização. Não estamos a pedir dinheiro nenhum, queremos apenas que nos deixem trabalhar”, apelando a que a situação “não se repita”, disse Manuel Fetal.

O Portal de Alcanede contactou a empresa Valsabor S.A, que através do departamento de gestão ambiental nos informou “que a ETAR está em normal exploração e com realização de operações de manutenção programadas”, referindo ainda que, “não nos apercebemos de alguma emissão de efluente que pudesse originar o relatado, mas vamos averiguar o assunto”, citámos.

Às queixas de Manuel Fetal e de Svitlana Hurlebaus juntam-se outros populares, que preferem manter anonimato, e que se dizem “cansados das descargas feitas para a ribeira e que se estendem por todo o leito”, recordando “que longe vão os tempos em que se podia aqui tomar banho”, desabafaram.

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