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Quinta-feira ,23 Setembro, 2021
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Covid-19: Vários autarcas incomodados com decisão do Ministério da Saúde de restringir números aos dados da DGS

A comunicação social nacional dá conta que o Ministério da Saúde terá impedido os delegados de saúde de cada município de divulgarem o habitual boletim epidemiológico para a Covid-19 tal como tem sido norma, passando os mesmos a restringirem-se somente aos números que a Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibiliza.

O Presidente da Câmara Municipal de Santarém (CMS) reagiu este Sábado à decisão governativa e, na sua página pessoal de facebook, Ricardo Gonçalves, afirmou que a confirmar-se essa imposição, “seria mau demais, deve haver uma qualquer explicação”, lembrando que o compromisso de todos, e reforçado pelas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, é que devemos falar verdade e dizer os números reais”, citámos.

O autarca reconhece que, “há que fazer ainda melhorias na comunicação, mas em Santarém as autoridades locais têm sempre fornecido os dados atuais”, dando como exemplo o que sucedeu no passado dia 9 de Abril, “a DGS dizia que existiam 46 casos confirmados no concelho e a informação que nos foi reportada pelas autoridades locais de saúde é que eram 61. E nesse dia, infelizmente, também fomos informados do primeiro óbito no concelho”, lamentou Ricardo Gonçalves num post publicado ainda antes da conferência de imprensa dada pela Ministra da Saúde.

Mais tarde, na habitual Conferência de imprensa, Marta Temido insistiu que que as entidades regionais só devem partilhar dados da DGS, “há, sim, um apelo claro a todas as entidades que integram o ministério da Saúde, em especial as autoridades locais e regionais de saúde, se concentrem no envio de informação atempada e consistente para o nível nacional. Boletins parcelares podem ser causadores de análises fragmentadas”, disse a ministra, explicando que a pequena dimensão de alguns dados pode levar à “violação do segredo estatístico” e à identificação dos doentes.

Até ao momento, ainda não conseguimos confirmar junto da CMS se teremos, ou não, o habitual relatório epidemiológico do Serviço Municipal de Proteção Civil, mas é previsível que sim.

Vários presidentes de câmara do país vieram a terreiro mostrar a sua perplexidade, afirmando que se trata de uma limitação de informação grave, lamentando “profundamente o caminho, da censura, escolhido pela Autoridade Nacional de Saúde, que impede a divulgação de informação mais detalhada e fidedigna, que contribuía diariamente para a informação atualizada da população”, disse, por exemplo, o autarca de Chaves à agência Lusa, adiantando que hoje já não publicará o relatório epidemiológico.

“Sonegação de informação”, “reprovável”, “lápis azul”, “lei da rolha”, são apenas algumas das expressões utilizadas, de norte a sul de Portugal, pelos autarcas que não concordam com a decisão do Ministério liderado por Marta Temido.

Em Portugal, segundo o balanço feito este sábado pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 470 mortos, mais 35 do que na véspera, e 15.987 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 515 em relação a sexta-feira.

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