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Segunda-feira ,24 Janeiro, 2022
Artigos de Opinião

Coisas das nossas gentes!

Conhecer uma Terra é mais do que identificar ruas, lojas e serviços ou saber as coordenadas correctas para lá chegar; conhecer uma Terra é viver as suas histórias, conhecer os seus usos e costumes bem como pequenos «quês» do viver do seu quotidiano. Vem isto a propósito de uma tradição que se mantém até aos dias de hoje e que mais uma vez se cumpriu no passado dia 1 de Dezembro. Nesta data, e como todos sabemos, comemora-se a Revolução de 1640, quando foi restaurada a independência do reino de Portugal em relação a Espanha.

Não sei como surgiu esta comemoração (espero que alguém saiba e nos elucide), por parte da Sociedade Filarmónica de Alcanede mas, todos os anos, na madrugada do 1º de Dezembro, quando todos na Terra ainda descansam, um grupo de músicos e elementos da Direcção da Banda vão comemorar a revolução para o Castelo.
Este ano parece que o primeiro a chegar ao Castelo foi o Victor Rosa (o nosso Vitinho).
E foi o primeiro porque chegou lá às 05h:30m e o 1º foguete foi deitado cerca das 06:00.

Este foguete é o toque de alvorada pois é o sinal para todos os músicos que participam se dirigirem ao Castelo.
A Direcção fez a fogueira, levou os assadores, os bancos e o petisco para grelhar – o Zé Fernando foi ao Pé da Pedreira comprar pão caseiro quentinho.

Quando tudo está preparado lançam-se foguetes para comemorar o feito dos “valentes de quarenta” tal como reza a letra do respectivo Hino que é interpretado pelos músicos: O Hino da Maria da Fonte.
Lançam-se mais foguetes e convive-se à volta da fogueira e do pequeno-almoço retemperador das forças destes ilustres patriotas madrugadores.

Cerca das 09:00 desceram à Vila e foram até ao Café Central onde são bem acolhidos e interpretam novamente o Hino da Maria da Fonte.
Depois os mais novos foram até ao campo de jogos e nem a chuva os impediu de jogarem uma partidinha de futebol.

Os mais “entradotes” , caso do Sr. Albino Carteiro, Sr. César Martins e outros,ficaram-se por aí a por a conversa em dia, certos de terem cumprido uma função que enriquece a nossa sociedade que é a transmissão de cultura popular de geração em geração; não é em vão que o fazem pois já têm seguidores nos elementos mais novos da banda, tais como o António Machado, Marisa e família e outros que também  participaram.
A riqueza de um Povo também se faz destas coisas… e para o ano há mais!
Viva a Revolução de 1640! Viva a Banda de Alcanede!

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