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Quarta-feira ,14 Abril, 2021
Artigos de Opinião

Casa roubada, trancas à porta …

Esta minha reflexão de hoje parte do problema que vem pelo menos desde 1862 e que continua de forma não menos agravada a assombrar a cidade de Santarém: o frequente e sempre eminente deslizamento das barreiras das encostas que a circundam.
Apesar de bem antigo, o assunto voltou a ser notícia porque no passado dia 16 de agosto a encosta de Santa Margarida cedeu e descambou sobre a estrada nacional 114, a que vai para a ponte velha em direção a Almeirim, não matando a eito só por sorte e pelo adiantado da hora…

Todos os que há muito acompanham esta situação e todos os que mais ou menos se vão mantendo a par do que se passa na capital de distrito, sabem que esta questão não tem solução definitiva, mas que minorar os seus efeitos, não sendo fácil nem barato, não está perto de ser impossível. Haja para isso vontade política. O custo é só pouco mais de seis vezes o que em poucos dias Ricardo Salgado facilmente reuniu para pagar a sua própria caução para ficar descansado em liberdade…

Mas como dizia, é uma questão de vontade. Não vou aqui entrar muito pela discussão de se essa vontade é só política ou não, mas sim frisar que me continua a baralhar bastante o facto de nós portugueses gostarmos muito de só fazer as coisas, de só tomar as atitudes, de só resolver os problemas, quando as desgraças já aconteceram.

Bem deveria bastar que isso acontecesse quando, mesmo que por negligência, não se tem conhecimento dos problemas. Agora quando, como no caso da barreiras de Santarém, todos sabem, dizem e repetem que o perigo, também e muito de vidas humanas, é evidente, continuarmos a esperar para ver, para quando houver mortes e danos a sério agir então, já a coisa raia a inconsciência…
 

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