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Quarta-feira ,14 Abril, 2021
Política

Autárquicas 2013 – António Baptista quer colocar Alcanede no caminho certo

Pouco antes das seis da tarde de sábado, dia 3 de Agosto, começaram a chegar à Ponte Romana os primeiros entusiastas da candidatura de António Batista à Junta de Freguesia de Alcanede pelo PS. Davam-se os primeiros cumprimentos e felicitações, enquanto se aguardava a chegada de Idália Serrão, a candidata socialista à autarquia de Santarém.

No recinto onde iriam ser proferidos os discursos, já se viam alguns dos principais atores políticos daquela estrutura partidária, entre os quais, vários elementos da equipa escolhida pela candidata que irá a votos no próximo dia 29 de setembro de 2013.

Na hora de reunir para as primeiras palavras de fim de tarde, o microfone abriu-se para Carlos Nestal. O presidente da concelhia socialista começou por apontar criticas à gestão camarária dos últimos anos e até ironizou com antigas pretensões do tempo de Moita Flores, quando equacionou a construção de um ramal ferroviário à zona Norte do concelho destinado ao transporte de mercadorias e a requalificação da estrada 362, ”quando vinha para aqui, tive uma dúvida se vinha de comboio ou na via rápida que liga Alcanede à sede de concelho!”, rematando logo de seguida que “Nada disto existe”.

No momento de falar da escolha socialista para Alcanede, Carlos Nestal não poupou nos elogios, “é um homem com obra feita, tanto como empresário como pelo trabalho desenvolvido nos Bombeiros Voluntários de Alcanede. António Baptista já deu provas de que é uma pessoa capaz, responsável, competente, que sabe trabalhar em equipa e, acima de tudo, é um homem solidário”, disse entre aplausos.

No púlpito improvisado no sopé do Monte da Fonte e com o antigo fontanário de cara lavada, pintado de branco e amarelo, soou a voz de João Joanaz, antigo Presidente da Junta de Freguesia de Alcanede que trouxe algumas recordações de vitórias socialistas por terras Alcanedenses. O atual Mandatário para as Freguesias e membro da lista do PS à Assembleia Municipal teceu rasgados elogios à candidatura de Idália Serrão, mas logo virou os holofotes para António Batista, “é uma pessoa de bem, com provas dadas e todos conhecem o seu trabalho. Considero que tem todas as condições para ganhar e ser o próximo presidente da Junta de Freguesia de Alcanede”, disse.

“Alcanede no caminho certo”

“Alcanede no caminho certo” foi uma das frases mais utilizadas no discurso de apresentação da candidatura de António Batista à autarquia de Alcanede. O empresário encabeça uma lista formada na sua maioria por elementos independentes, apoiada pelo PS, e que deverá estar totalmente concluída dentro de dias.

“Alcanede no caminho certo” é para o candidato, “dar-lhe a importância que ela merece, valorizando a sua história, e dar-lhe as infra-estruturas necessárias e atrativas, de modo a torná-la apetecível, para a captação de mais pessoas para a sua área, e acabar com a dispersão e abandono que a tem caracterizado ao longo dos tempos”.

A mesma frase foi utilizada para dizer que é “necessário fazer sentir aos membros do poder, que somos a maior freguesia rural do concelho de Santarém, com uma importância respeitável em termos sociais, culturais, e com um valor significativo na área empresarial, com forte contributo no âmbito económico na nossa região e por inerência, no país”. A frase “Alcanede no caminho certo” voltou a entoar quando António Batista sublinhou a necessidade de “deixarmo-nos de ser subservientes e reclamarmos, com determinação, aquilo a que temos direito como população idónea e trabalhadora”.

O candidato do PS apresentou ainda as principais razões que o levaram a aceitar o desafio de ir a votos,”o que me faz realmente candidatar a estas eleições autárquicas, é a ânsia de ver a minha freguesia progredir e avançar no tempo, e por me sentir cansado de ouvir falar em projetos que se arrastam no tempo sem solução à vista, e que seriam certamente uma lufada de ar fresco no desenvolvimento da nossa freguesia”.

António Baptista frisou não ter o “dom milagreiro”, nem a solução de todos os problemas, mas como cidadão e Alcanedense,”sinto que tenho a obrigação moral de colocar ao serviço da população, a prática que me tem orientado como empresário, de modo a dar a volta a questões que me parecem lógicas e com alguma facilidade de resolução. É por isso, e para isso, que aqui estou com a minha equipa, dispostos a trabalhar para levar por diante as nossas aspirações”, disse.

As principais linhas de orientação ou “caderno de intenções” socialista para a Junta de Freguesia de Alcanede já está delineado, faltando apenas incluir as propostas de empresários e de várias instituições locais, “posteriormente iremos avaliar, as suas necessidades e anseios de modo a ultimarmos o caderno de intenções, que deverá ser credível e minimamente realizável, evitando as promessas impossíveis”, sublinhou o candidato.

A apresentação da candidatura encerrou com o discurso de Idália Serrão, “é o homem certo para colocar Alcanede no caminho certo. Tem uma enorme experiência de vida, tanto como cidadão e enquanto gestor, que lhe trazem conhecimentos e mais-valias para saber como pode e deve colocar a máquina a trabalhar”.

A candidata Socialista considerou também que há muita coisa a mudar em Alcanede, a começar pelo que chamou de “desmazelos”, dando o exemplo do local onde se encontrava, “olhamos para este espaço da Ponte Romana e vimos que a Junta de Freguesia veio limpar e tornar este espaço utilizável, a partir do momento em que soube que iriamos aqui fazer a nossa apresentação”.

Idália Serrão reconheceu durante a sua intervenção que o momento é de “grande dificuldade, não só para a CMS que tem mais de 90% das suas receitas comprometidas, mas também para o país”. Na sua opinião, “aquilo que é importante, ao mesmo tempo que cuidamos dos desleixos, é ter a capacidade para poder planear aquelas que são as grandes intervenções que queremos fazer e saber para onde queremos levar o concelho, para onde queremos levar as freguesias e isso, não pode ser um ato isolado de um presidente de câmara ou de junta, é necessária a participação da população, dos principais agentes económicos, dos
parceiros sociais, todas as pessoas devem estar envolvidas neste que é o caminho que nós queremos percorrer”.

O discurso ficou também marcado pelo estado da rede viária que liga Alcanede a Santarém e pelo puxar de galões enquanto foi Secretária de Estado Adjunta da Reabilitação, “quando estive no governo da nação, o ministério de que fiz parte investiu em Alcanede 520 mil euros no lar da Santa Casa da Misericórdia e 850 mil no Centro Social Serra do Alecrim”, recordou a candidata do PS.

Idália Serrão lembrou ainda que nessa altura, o investimento de mais de 2 milhões de euros no Centro Escolar de Alcanede foi concedido pelo partido que representa, acusando a Câmara de “andar a tentar justificar a sua divida com o custo destes equipamentos, que representam investimento da administração central. O seu a seu dono”, disse.

As críticas passaram também pelo PDM do Concelho, ”não consigo entender o que é que a Câmara andou a fazer durante 8 anos e agora tem a distinta lata de dizer que vão rever o PDM, apresentando, em vez de uma revisão, um conjunto de intenções”.

Quando os discursos terminaram e a aparelhagem foi guardada, chegou o cheiro do leitão assado e do porco no espeto.

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