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Sábado ,8 Maio, 2021
Sociedade

Autarcas da comunidade intermunicipal do médio Tejo finalmente despertam para o problema da ER 361 Alcanede – Alcanena

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) aprovou esta semana uma moção em que solicita à empresa Estradas de Portugal S.A e ao Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) por via de moção, o “avanço mais rápido possível” das obras entre Alcanede e Amiais de Cima. Segundo a CIMT a ER 361 “é uma via muito importante para acesso à região oeste, por parte das entidades do Médio Tejo” e que a mesma se encontra “em muito mau estado no troço entre Alcanede e Amiais de Cima”.

Na informação dada à comunicação social, a comunidade Intermunicipal composta pelos presidentes das câmaras de Torres Novas, Tomar, Constância, Abrantes, Alcanena, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal e Vila Nova da Barquinha, referem que apesar do troço entre Rio Maior e Alcanede já se encontrar recuperado “não se vislumbra para quando a reparação” da parte da estrada que atravessa o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros (PNSAC), e onde têm que ser feitas algumas retificações de traçado.

A moção foi aprovada por unanimidade na última assembleia intermunicipal, e além das Estradas de Portugal, é também dirigida ao ICNB, porque segundo referem “este organismo é responsável pela emissão de pareceres técnicos que têm estado a atrasar o desenrolar dos trabalhos e cujo visto positivo é fundamental para a conclusão da obra”.

Perante estes desenvolvimentos, o Movimento Cívico Pela Repavimentação da ER 361 Alcanede – Alcanena já fez circular um comunicado onde refere que se “congratula pela tomada de posição dos municípios associados à CIMT que finalmente reconheceram a importância da 361, também, mas não só, como acesso à região Oeste”.

No comunicado assinado por Paulo Coelho, o Movimento Cívico reconhece ainda “a necessária intervenção politica neste caso (…), mas lembra que a primeira fase da obra já foi adjudicada à empresa Júlio Lopes, S.A em Maio de 2010”. Ou seja, já passaram 14 meses desde essa adjudicação.

O Porta-voz do Movimento Cívico recorda no comunicado que “em relação à segunda fase da obra entre Amiais de Cima e Alcanena, a pedido do Movimento, foi solicitado ao ICNB esclarecimentos sobre eventuais questões que pudessem estar a atrasar o processo” e que a resposta do referido instituto, datada de “15 de Março de 2011”, e assinada pela Diretora Adjunta do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste, Teresa Leonardo é esclarecedora “a empresa Estradas de Portugal é detentora do parecer do ICNB desde o primeiro semestre de 2010! A avaliação de impacte ambiental, obrigatório por lei nunca foi feito”, afirma Paulo Coelho, que estranha ainda que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo “não saiba disto”.

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