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Segunda-feira ,24 Janeiro, 2022
Cultura

Aos 16 anos, jovem com raízes em Alcanede lança livro de poesia em Lisboa

Inês Ferreira

“Tudo está bem quando acaba bem” assim se chama o livro de poesia de Inês Ferreira. A jovem é natural de Rio Maior, mas tem uma grande parte das suas raízes em Alcanede. Com apenas 16 anos, a sua paixão pela escrita já deu direito à publicação de um primeiro livro de poesia, apresentado em março, na biblioteca municipal de Rio Maior e que terá continuação em Lisboa, com um segundo lançamento, no próximo dia 20 de maio de 2012, na livraria Círculo das Letras, no Campo Pequeno.

Em declarações ao Portal Alcanede, Inês Ferreira explicou como surgiu a sua paixão pela literatura, “sempre tive muito gosto pela disciplina de português e pela escrita, porém no 3º ciclo isso tornou-se mais evidente”, foi a partir daí que com naturalidade começou “a ler bastante e a leitura de bons livros inspira-nos e ensina-nos, por isso do gosto pela leitura à escrita de alguns textos foi um pequeno passo”.
 

A jovem espera que este livro “seja o primeiro de muitos” e ambição não lhe falta, “tenho enorme vontade de aprender e melhorar”. Além da poesia, Inês Ferreira espera que no futuro exista a possibilidade de se estender “também a outros géneros literários”.
 

Depois de Rio Maior segue-se agora uma nova etapa, por outras paragens, do “Tudo está bem quando acaba bem”, com a apresentação da obra em Lisboa no próximo mês de maio, a convite de um jornalista presente na cerimónia de lançamento.
Um desafio que a escritora considera “definitivamente ousado”, embora lembre que, “publicar um livro aos 16 anos também, e eu consegui fazê-lo, por isso só desejo que corra bem e que possa contar com muita gente”.
 

A pedido do Portal Alcanede, Inês Ferreira partilha com os nossos leitores um pequeno poema do seu livro.

Um olhar diferente do habitual
 

Passo pela rua e vou contando,

Os olhares entristecidos,

As crianças desprotegidas,

As mulheres enlouquecidas,

Os homens stressados.

E vou pensado o que fazer,

Para mudar esta rotina,

Este modo de viver.

Passando pela rua vou vendo e analisando,

Olhando cada um,

Vendo como sofre,

Vendo o que procura,

Sempre buscando no seu olhar a sua ternura,

E procurando força para no dia seguinte ver a mesma loucura.

Ligo a Tv e ouço tiros e espingardas,

Crianças despedaçadas, um mundo virado de pernas para o ar.

E chego a um ponto que não sei para onde me virar, vou à rua

e procuro apenas mais um olhar, o teu.

(Lembrando-me sempre que todo o mar é terra mas nem

toda a terra é mar)

Capa livro inesferreira 

 

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