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Alcanede
14 Dezembro, 2018
Cultura

Alcanede recebe sessão de apresentação da Carta Arqueológica de Santarém

A Carta Arqueológica do Concelho de Santarém vai ter uma sessão de apresentação em Alcanede no próximo dia 7 de dezembro, pelas 21h30m, na sala da Assembleia da Junta de Freguesia de Alcanede.

O documento que foi apresentado formalmente em setembro é acompanhado por um suporte digital que contém as fichas de cada um dos 461 sítios arqueológicos identificados em todo o concelho.

A vice-presidente da Câmara de Santarém, Inês Barroso, que detém o pelouro da Cultura, disse a Agência Lusa que a Carta Arqueológica, elaborada pela equipa liderada pelo arqueólogo António Matias, contou com a colaboração de investigadores nacionais e internacionais, tendo sido reconhecida pela Direcção-Geral do Património Cultural “como documento de referência nacional”.

Realçando a “elevada riqueza arqueológica” patente no documento, Inês Barroso destacou o trabalho elaborado pela equipa municipal, que, dos 34 sítios identificados em 2002, fez o levantamento que permitiu o registo das centenas de locais com vestígios arqueológicos, nalguns casos com dezenas ou mesmo centenas de milhares de anos.

“Se na zona urbana estão identificados sítios com vestígios de há 4.000, 5.000 anos, nas zonas rurais foram encontrados vestígios muito mais antigos, como por exemplo, um bloco de ossos de cervídeos, de há 12.000 a.C., dentro de um algar”, ou o biface característico do Paleolítico Médio, com centenas de milhares de anos, realçou António Matias.

O arqueólogo referiu a falha sísmica na zona de Alcanede/Abrã que deixou surgir um bloco de sílex, apontando este como um importante local de aprovisionamento desta matéria-prima do Paleolítico, período de que praticamente não existe investigação em Santarém.

António Matias citou ainda a jazida com mais de mil pegadas de dinossáurios de Vale de Meios e de Algar dos Potes, “conhecida mundialmente e às vezes tão pouco conhecida” até pelas escolas do concelho, ou o acampamento militar romano de Chões de Alpompé, em Vale de Figueira, de onde foram retirados, só à superfície, mais de 23.000 fragmentos de peças.


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