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Quarta-feira ,14 Abril, 2021
Artigos de Opinião

Alcanede e a 3ª invasão francesa (1810-1811)

Na parte final da 3ª invasão francesa de Portugal, o chamado “exército de Portugal”, sob o comando de Massena, estacionou no território delimitado pelo rio Maior, Torres Novas, Santarém e Leiria. O propósito da ocupação era aguardar reforços de Napoleão para tomar Lisboa, defendida pelas Linhas de Torres Vedras. Porém, o rigor do Inverno e a fome acabaram por vencer os franceses e pôr termo à invasão.

Desta forma, entre Novembro de 1810 e Março de 1811, a região de Alcanede foi ocupada pelo 8º corpo do exército francês, sob o comando de Junot, general que já liderara a 2ª invasão francesa do país. A ocupação teve consequências dramáticas para a região de Alcanede e suas populações, que se viram espoliadas de todos os seus recursos.

Pese embora a dimensão e repercussões deste acontecimento, a ocupação francesa é hoje um episódio muito pouco conhecido na região. Se bem que a Nova Monografia de Alcanede aborde o assunto, permanecia por explorar um significativo acervo de informação, nomeadamente as narrativas de militares estrangeiros que participaram na invasão.

João Melo Ataíde, um dos autores da Nova Monografia de Alcanede, empreendeu o estudo daquelas fontes documentais, reconstituindo, com detalhe, este dramático período da história da região. Embora focado na área de Alcanede, o estudo contém inúmeras referências regionais mais alargadas, nomeadamente a Pernes, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Tremês.

Quando se assinala, por todo o país, o segundo centenário das Invasões Francesas, a Autarquia de Alcanede associa-se a esta efeméride, patrocinando a publicação deste estudo, o qual será oportunamente divulgado.

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