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Sábado ,8 Maio, 2021
Opinião

A motivação e o reconhecimento – A opinião de Filipe Regueira

Ao longo da minha actividade profissional tenho-me debruçado acerca deste tema. O da motivação. Afinal, podem colocar-se questões como: O que me leva a fazer isto, ou aquilo? Que força me conduz a atingir um objectivo? O que me atrai em obter um resultado?

Albert Einstein, figura mundialmente conhecida como um dos Físicos mais brilhantes da história, deixou-nos várias reflexões acerca da motivação. Dele, a que mais gosto é “Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atómica: a vontade”.

Se pausarmos um pouco acerca desta premissa, percebemos realmente que está no interior de cada um de nós um estabelecimento para um objectivo a ser atingido. Por mais que o ambiente tenha influência, a história tem-nos demonstrado que pessoas tidas como comuns, são capazes das maiores proezas. Pois eu julgo que a maior das minhas proezas é atingir os objectivos a que me proponho. E renovo a cada passo atingido, esses novos objectivos.

Entendo que a motivação está em nós. Que até podemos receber elogios ou críticas de terceiros mas que me cabe a mim, na medida exata do meu empenho, teimosia e atitude de levantar a cabeça a cada fracasso, chegar ao ponto a que me propus, à meta que estabeleci. E todos precisamos de desenhar um objectivo em cada missão que nos propomos fazer ou desafio que decidimos abraçar. Seja ele profissional, pessoal ou até comunitário.

Com base no nosso percurso, podemos ser mais ou menos reconhecidos pelos que nos chefiam ou que têm responsabilidades hierárquicas sobre a nossa actividade profissional, académica ou dirigente. Eu entendo que o estímulo deve ser sempre positivo. Concordo absolutamente que o elogio deve ser público e a repreensão em privado mas, a ter que acontecer, que a usemos de forma doutrinária para influenciarmos positivamente alguém a melhorar nas suas ações pessoais, profissionais na medida exata que, cabe a cada individuo, não só o seu sucesso pessoal mas também uma responsabilidade no sucesso coletivo.

Dificilmente alguém atinge um patamar de excelência sozinho. Sem uma equipa de onde surge uma figura, muitas vezes o seu líder ou chefe de equipa que recebe uma referência elogiosa, uma medalha ou um louvor público de reconhecimento. Salvo melhor opinião, devemos pois claramente e sem falsas modéstias responsabilizar imediatamente a nossa equipa, os homens e mulheres que connosco trabalham por esse reconhecimento. O nosso empenho e os nossos objectivos são fundamentais mas também é fundamental estar rodeado de uma equipa, que vamos ajudando a moldar, que colabore no sucesso comum de um todo e, muitas vezes de uma Instituição.

Perante esta minha forma de pensar acerca destes assuntos, que os Sociólogos ou aqueles que se debruçam mais em temas como a programação neurolinguística ou a inteligência emocional explicam de uma forma mais clara e estruturada, julgo ser um imperativo da minha consciência, após receber, por proposta do Comandante Operacional Distrital de Santarém, Mário Silvestre, do Comandante Operacional Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil um Louvor que versa acerca das minhas virtudes, responsabilizar absolutamente os homens e as mulheres dos Bombeiros de Alcanede por tais méritos. Se mereci este reconhecimento foi porque quer a estrutura da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcanede, na pessoa do seu Presidente Nelson Durão, garante o funcionamento administrativo diário da Instituição quer os meus elementos de Comando, na pessoa do 2º Comandante Paulo Filipe e do Adjunto de Comando Luís Jesus, na cabeça de um punhado de homens e mulheres com H muito grande garantem, dia após dia, numa acção repetida de serviço público, a excelência humanitária que dá suporte, aos nossos princípios de servir o bem comum, sem ter a veleidade de sequer pensar em distinguir o cidadão pelo tipo de serviço prestado ou estatuto social, numa manifestação do carinho e do amor que cada operacional coloca ao serviço do outro homem seu semelhante.

Voltando ao princípio, no que toca à motivação, tenho para comigo uma frase de um poeta Português, de seu nome Fernando Pessoa. “Tudo é ousado para quem a nada se atreve”.

Faço votos pois que sejam felizes e que deixem em cada acto, o Vosso cunho mas também um bocadinho de vós. Que um obstáculo que surge no caminho, nunca seja um meio para desistir dos objectivos a que nos vamos propondo atingir. Melhorar a cada dia que passa é preciso!

Filipe Regueira


Louvor Corpo de Bombeiros Voluntários de Alcanede

Louvor-Corpo-de-Bombeiros-de-Alcanede-compactado

Louvor Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcanede

Louvor-Comandante-CBV-Alcanede-compactado

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