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Quarta-feira ,14 Abril, 2021
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A begilha

“A begilha” Todos os anos, no dia de São Sebastião, acontece em Mata do Rei um evento sui generis que atrai as pessoas que desejam participar, juntando-se na capela… e o ritual acontece.

As criaturas, quase sempre mulheres, que prometeram dar a begilha pedem aos presentes que as acompanhem nas suas orações e, no intervalo de cada récita, é distribuída uma broa a cada um. Dependendo do número de promitentes e de rezas, podem-se arrecadar umas tantas broas para a nostálgica saquinha de pano ou para o intruso e já famoso saco de plástico. Bem, já andei a indagar a origem da begilha, mas ninguém sabe, perdeu-se na memória dos antepassados, ficou a tradição. Presumo que estamos perante um termo apenas abreviado por facilitação oral da palavra vigília, esta sim com tradução e com sentido lógico. De facto, é de uma vigília que se trata, embora tendo as broas, begilhas, para encher de devoção quem vai orar pelas intenções dos outros.

Receita das begilhas: Cinco kg de farinha e por cada dois kg de farinha um de açúcar. Ferver três limões (casca) com dois paus de canela. 250gr de Vaqueiro, duas colheres de concha de azeite por Kg, meia colher de sopa de soda, uma colher de sopa de Pó Royal , uma colher de sopa de canela e outra de erva doce. Amassa-se tudo até ficar durinha. Não levam ovos senão por cima a brunir, três ovos mais uma clara.

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