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9 Escolas do Agrupamento D. Afonso Henriques registam casos positivos à Covid-19

O Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques (AEDAH) tem neste momento, “cerca de 30 a 35 casos positivos ao dia de hoje” de Covid-19. A informação foi dada ao Portal de Alcanede, este sábado, 16 de janeiro de 2021, pela diretora do agrupamento.

Segundo Helena Vieira, “na maioria das escolas não há mais do que um aluno/ professor/assistente operacional infectado mas por prevenção todos os contactos com o infectado ficam em confinamento para evitar a dispersão de surtos”, lembrando que “os casos são repartidos por 9 escolas”, e que o “Agrupamento abrange 10 Freguesias com um total de 78 turmas”, havendo casos “em Escolas do 1º ciclo; Jardins de Infância e nas duas escolas de 2º e 3º ciclo (Alcanede e D. Manuel I de Pernes)”, disse.

Sem especificar o número exato por cada estabelecimento de ensino, a diretora do AEDAH confirmou que existem “casos positivos em todos os sectores”, entre “Alunos, Professores e Assistentes Operacionais”, ressalvando que “também temos casos até nos profissionais que fazem os transportes das crianças” e que, quando surge um caso positivo ao SARS-CoV-2, “em qualquer situação de deslocação, também os alunos transportados ficam em isolamento profilático e são indicados para a realização de teste de despiste”, indicou.

Perante o aumento significativo de casos a nível nacional, Helena Vieira, recordou que ninguém pode estar totalmente tranquilo, “as alterações, infelizmente estão sempre a acontecer!” e desde que o Portal de Alcanede colocou as questões ao agrupamento, na passada quarta-feira, e até ao envio das respostas, “já novos casos surgiram pelo que a situação está sempre em alteração. De há duas semanas a esta parte que o nosso trabalho é o de acompanhamento constante, estando em permanente contacto com a Delegação de Saúde. A nossa atenção é permanente, os contactos com as famílias também mas penso que nenhuma das partes está tranquila”, afirmou.

Questionada sobre o facto se concorda com a decisão do governo ter decidido que neste novo confinamento obrigatório os estabelecimentos de ensino devem de permanecer abertos, a diretora do AEDAH não tem dúvidas que, “para contenção da transmissão do vírus sem dúvida que seria mais eficaz o encerramento das escolas”. No entanto, lembrou também que “a Escola deve cumprir a sua função pedagógica mas também a função social de apoio às famílias e à sociedade em que se insere”, pelo que, “concordo que as escolas se mantenham abertas o máximo possível de modo a acolher todos os alunos que não têm outro recurso e cujos pais e empresas precisam de trabalho como garante da sua sobrevivência económica”.

Nestas declarações Helena Vieira fez questão de deixar uma mensagem a toda a comunidade educativa, “estamos todos concentrados em minimizar os danos desta pandemia. A Escola é e continuará a ser um lugar seguro pois não temos nenhum surto que tivesse sido iniciado nas nossas escolas. Não podemos fugir à situação mas estou tranquila e atenta tomando sempre medidas de prevenção para que se consiga controlar rapidamente a propagação da doença”, citamos.

A diretora do Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques confirmou ainda que está “em permanente contacto com a Sra. Delegada de Saúde, estando os Assistentes Técnicos da Secretaria do Agrupamento a trabalhar comigo, continuamente, sem interrupções de fim de semana de modo a agilizarmos os procedimentos para envio de toda a informação ao Ministério da Saúde e ao Ministério da educação”, mantendo igualmente o “permanente diálogo com as famílias bem como o pessoal docente e não docente. Toda a logística está a decorrer eficazmente”, disse.

Helena Vieira garantiu ao Portal de Alcanede que “estamos a ter todos os cuidados e apraz-me registar o cumprimento das medidas de seguranças por parte dos alunos. Vamos continuar a cuidar do bem-estar físico e psicológico de todos os que nos abordam procurando minimizar as preocupações que os afetam. As famílias podem continuar a contar connosco”, afirmou.

Segundo a diretora do AEDAH a atualização dos números é difícil, “não temos números completamente actualizados pois à medida que os resultados dos testes vão sendo enviados para as famílias, os números sofrem alterações e também temos os casos dos já recuperados que saem desse grupo. Aponto para cerca de 30 a 35 casos positivos ao dia de hoje”, esclareceu.

Foto: Taylor Wilcox

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