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Alcanede
14 Dezembro, 2018
Sociedade

Areias e lamaçal junto à Sifucel- Manuel J. Vieira garante que todas as entidades estão empenhadas em solucionar o problema

O presidente da Junta de Freguesia de Alcanede, Manuel Joaquim Vieira, reconhece as “más condições ocasionais” da estrada que liga Mosteiros ao Xartinho e a Mata do Rei, junto à empresa Sifucel, que têm originado queixas de alguns utentes daquela via rodoviária.

O autarca garantiu ao Portal de Alcanede que a limpeza das valetas tem sido efetuada, mas que o problema se agravou quando a encosta que ladeia a via foi lavrada, “sendo um terreno de saibro, a água transporta encosta abaixo toda aquela lama que tapa a valeta e atravessa a estrada, obstruindo o aqueduto onde deveria passar a água”.

Manuel Joaquim Vieira entende que os responsáveis das empresas que laboram junto aquela via têm feito o possível para a manter transitável, “num inverno chuvoso ou num longo verão, pode trazer nos dias de mais movimento alguns detritos para a estrada que poderão, em algumas ocasiões, ser incómodas mas sempre que isso acontece os responsáveis têm feito o seu melhor para minimizar estes efeitos”, esclarece.

O Portal de Alcanede publica, na íntegra, os esclarecimentos do autarca à nossa reportagem quando questionado sobre a queixa de alguns utentes da via:

“Sempre que tive conhecimento das más condições ocasionais de circulação naquela zona da estrada, entrei em contacto com as empresas em causa, quer com a Sifucel, através do seu encarregado Sr. Pedro, quer com a empresa João Vitorino & filhos, que de imediato fizeram a limpeza devida.

Contudo através da foto publicada no Facebook é fácil verificar que o problema se agrava quando chove intensamente, pois desde que a encosta foi lavrada há alguns anos, sendo um terreno de saibro, a água transporta encosta abaixo toda aquela lama que tapa a valeta e atravessa a estrada, tapando o aqueduto onde deveria passar a água.

Sempre que chove temos feito a limpeza da valeta (com esta última já foram 4 vezes este ano) e tenho tido o cuidado de me deslocar ao local, o que fiz pela última vez na passada quinta-feira, dia 29 pelas 14h.

Também é fácil perceber que aquele tipo de atividade quer num inverno chuvoso ou num longo verão pode trazer nos dias de mais movimento alguns detritos para a estrada que poderão em algumas ocasiões ser incómodas, mas sempre que isso acontece os responsáveis têm feito o seu melhor para minimizar estes efeitos.

Estão conscientes do impacto da sua atividade e atuam como sempre têm feito, abertos ao diálogo com a população e sem necessidade de este tipo de chamadas de atenção que mais não pretendem que protagonismo.

Este não é um problema de fácil resolução pois se o fosse já estaria solucionado. Sabemos que ao construir novos aquedutos, os mesmos ficarão rapidamente entulhados se nada for feito a montante, pelo que o problema maior não é da atividade industrial mas sim da falta de vegetação dos terrenos que estão localizados em frente à fábrica de caulino (agravados claro, por esta).

Para concluir e sabendo que não é fácil travar a água que desce a encosta, quando chove torrencialmente e sendo este na nossa opinião o problema mais grave que ali temos para resolver, estamos a estudar o assunto, quanto à viabilidade para reduzir ao máximo os efeitos negativos deste problema.

Procuramos sempre ir ao encontro das necessidades das populações sem aproveitamentos políticos pelo respeito que estas nos merecem.”

Manuel Joaquim Vieira, Presidente da Junta de Freguesia de Alcanede.


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