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Sexta-feira ,19 Julho, 2024
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Bandinha da Moca assinala 15 anos com grande festa dia 18 de junho em Alcanede

A Bandinha da Moca vai celebrar o seu XV Aniversário com a realização de um grande convívio, a realizar no próximo dia 18 de junho de 2022, no Parque Desportivo de Alcanede. A festa de anos é do conhecido grupo musical, mas as prendas são para todos os que participarem no evento que irá contar ainda com as atuações dos Camisas Negras, Ganda Malha, Rui Saraiva, David C e Dj Luxx.

Em “vésperas” de assinalarem os 15 anos de vida, o Portal de Alcanede falou com Tiago Cruz, músico da Bandinha da Moca, que em nome dos restantes elementos nos contou como tudo começou, os desafios que se colocaram e colocam ao grupo, os projetos que têm em mente para o futuro, o orgulho de representarem a freguesia e, claro, sobre a festa de aniversário.

Portal de Alcanede (PA) Antes de olharmos para as atividades do XV Aniversário, recorda-nos as origens da Bandinha da Moca. Como é que surgiu a ideia de formar o grupo?

Bandinha da Moca (BM) –A ideia de Formar o grupo Bandinha da Moca surgiu em algumas solicitações de atuações com um grupo reduzido, para animações itinerantes, como também tasquinhas, batizados e casamentos.

PA –Inicialmente com quantos elementos? E hoje, quantos músicos?

BM –Inicialmente o grupo foi fundado por 10 elementos: O Sr. Albino Lopes, João Vitorino, Rodrigo Nobre, Bruno Simões, José Antunes, Jorge Gaspar, José Castela, Ricardo Duarte e Nelson Inácio. Neste momento somos entre 9 a 12 músicos, ainda com grande parte dos fundadores. A ausência de alguns prende-se por motivos profissionais, mas sempre com a porta aberta para regressarem às suas origens. Alguns seguiram caminhos ligados à música, por exemplo o Nelson Inácio que neste momento está na Banda do Exército, nos Açores, e outros colegas que, por razões profissionais, estão fora do pais.

Neste lote de fundadores nunca esqueceremos o Sr. Albino (o Ti Albino), que infelizmente partiu há bem pouco tempo e que sempre esteve connosco, sempre ao nosso lado até, praticamente, à sua partida terrena e no dia 18 de junho será lembrado por todos nós.

Por motivos de logística, neste momento, as nossas atuações são feitas com 9 elementos, mas sempre alternando músicos.

PA –Todos vós com formação musical, principalmente adquirida na Sociedade Filarmónica Alcanedense (SFA)?

BM – É verdade, todos com a formação principal adquirida na SFA.

PA –Imagino que em 15 anos de vida, muitas histórias tenham para contar. Existe alguma em particular que de alguma maneira a Bandinha não esqueça e que vos tenha marcado?

BM –Claro que sim, em cada atuação da Bandinha existe uma história para contar porque vamos a muitos lugares, com grande diversidade de atuações, muitas pessoas com quem lidamos e tudo isso. Para nós são momentos que ficam gravados.

Mas sim, temos uma história que de certeza todos iremos relembrar e que tem a ver com o convite que o nosso amigo Quim Barreiros nos fez para gravar o videoclip do “Hino dos Vagineiros”, em que a proposta passava por ser gravado na nossa freguesia, com as pessoas de Alcanede. Achamos que isso demonstrou o reconhecimento do nosso percurso ao longo destes anos. Em várias atuações cruzámos com o Quim Barreiros e ele lançou-nos o projeto, um enorme desafio que aceitámos com muita satisfação. Para o próximo ano, talvez, surjam mais novidades, a pandemia veio aqui travar alguns projetos que tínhamos em mente e sabemos que foi extensível a todos.

Algumas vezes as nossas atuações são bem longe de Alcanede e levamos o nome da nossa freguesia a vários pontos do país. Sabemos que isso poderá passar despercebido a algumas pessoas, mas tentamos sempre divulgar, e creio que temos conseguido, deixar a nossa marca e o nome de Alcanede em destaque.

PA – Nos últimos anos têm sido vários os grupos formados com características idênticas à vossa. Recordo-me, por exemplo, que a Bandinha do Castelo esteve na génese, os Camisas Negras e mais recentemente os Ganda Malha. Seguramente que existe espaço para todos, isso deve-se ao forte associativismo que temos na nossa região? Ao estilo/conceito que implementam nas vossas atuações?

BM –A Bandinha do Castelo foi a primeira Bandinha a ser formada na freguesia de Alcanede e, passado algum tempo, têm vindo a formar-se mais bandinhas, mais grupos. Existe espaço para todos e mercado para todos, cada grupo com o seu estilo e a sua marca de referência. O mercado cada vez mais procura diversidade de estilos destes grupos e o associativismo proporciona que sejam criadas estas bandinhas para também podermos responder ao que nos é solicitado.

Importante, será sempre, cuidarmos da nossa identidade e do nosso trabalho, cuidarmos do nosso grupo (união) e se todos o fizerem, todos conseguiremos atingir o que se tem vindo a criar ao longo destes anos. Se andarmos preocupados com aquilo em que os outros andam ou pensam em fazer, corremos o risco de ficarmos pelo caminho e andarmos mais preocupados com os outros do que propriamente connosco. Neste momento os grupos que existem são grupos com grande nível de performance. E é um enorme prazer quando nos cruzamos em atuações, porque também estamos a falar de grupos onde temos amizades pessoais. Pensamos que o caminho será sempre esse.

PA – A pensarem no futuro, sabemos que deram o passo de criarem para a Bandinha da Moca uma associação. Quais os principais objetivos?

BM – Sim, em 2019 decidimos criar uma associação que tem o nome de Associação Recreativa e Cultural Bandinha da Moca, uma associação sem fins lucrativos. Sentimos essa necessidade para que estivéssemos alinhados com o futuro. Temos uma carrinha própria, que é o nosso meio de transporte para todas as atuações, e temos alguns projetos idealizados, mas a pandemia veio atrasar um pouco as nossas ambições.

Um dos objetivos da criação desta associação, passa por podermos realizar, em Alcanede, algumas atividades culturais ligadas com o estilo do nosso grupo. Tudo indica que este ano vamos participar no concurso de charangas em Villa de Padul (Espanha) e, futuramente, quem sabe se não poderá ser a Bandinha da Moca a organizar um festival de charangas na nossa terra para o nosso povo também poder usufruir destes momentos? Uma das nossas metas também será a aquisição de uma nova carrinha, entre outros projetos, que certamente terão conhecimento em breve. Temos tudo para andar para a frente e unidos, claro, seremos sempre mais fortes.

PA –Fora da freguesia de Alcanede, qual é que foi a zona mais distante onde atuaram?

BM –Lembro-me de Arco de Baúlhe, distrito de Braga! Certamente já tivemos outras mais longe, mas nesta recordamos a linda freguesia que pertence a Cabeceiras de Basto, foi uma festa muito gira, com pessoas que nos receberam de uma forma incondicional e que temos o privilégio de receber neste nosso aniversário. Um grupo de 20 elementos que desta vez virá à nossa festa.

PA – Como está a vossa agenda para o verão que se aproxima?

BM -Estamos a ficar com os fins de semana praticamente todos ocupados e isso é um sinal positivo para nós, como também para todas as comissões que aguardam o recomeço das festas praticamente há 2 anos.

PA – Em relação à festa de aniversário, dia 18 de junho é o dia que assinalará os 15 anos da Bandinha da Moca e com um cartaz que promete muito, tendo o Parque Desportivo de Alcanede como palco principal das atividades!?…

BM –Sim, é um espaço que a nossa junta de freguesia nos disponibilizou, um espaço super agradável e com condições espetaculares! Acima de tudo com condições para que todas as comissões, patrocinadores, amigos, população que nos tem vindo a dar trabalho ao longo destes anos todos possam vir disfrutar da nossa festa. A festa será para todos os que queiram estar presentes. Vai ser com o imenso agrado que os iremos receber.

PA – Será uma forma de abrir o “apetite” para as Festas de Alcanede que, acreditamos, voltarão em agosto deste ano após interregno forçado pela pandemia?

BM –Será uma forma, principalmente, de podermos dar em troca o que nos têm dado ao longo destes anos todos, festa, amizade, boa disposição, estar entre amigos, muita animação, conforto, tudo isso que temos vindo a receber ao alongo destes últimos 15 anos. Está na altura de sermos nós a proporcionar a todos o mesmo e vamos trabalhar para isso certamente.

Em relação à festa de Alcanede, irá certamente ser um ano de recomeço e novidades virão surgir brevemente.

PA –Muitos parabéns para a Bandinha da Moca e que venham muitos mais, sempre com boa disposição…BM –Agradecemos desde já ao Portal de Alcanede, Junta de Freguesia, patrocinadores e a todos em geral. Apareçam para a nossa festa no sábado, 18 de junho de 2022, a partir das 19h30, no Campo de Jogos de Alcanede.



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