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Quarta-feira ,24 Abril, 2024
Sociedade

Conclusões do colóquio «O Associativismo e Voluntariado nas Sociedades Modernas – Que Futuro?»

As Organizações Não Governamentais (ONG) e do voluntariado desempenham na sociedade um “verdadeiro papel de serviço público, insubstituível, com custos operacionais e de eficiência muito inferior ao praticado pelo sector público e empresarial”. Esta foi uma das conclusões do colóquio “ O Associativismo e Voluntariado nas Sociedade Modernas – Que Futuro?

O evento realizou-se no passado dia 26 de Março e foi organizado pelo Portal de Alcanede em parceria com a Associação Cultural e Recreativa de Aldeia da Ribeira. No documento onde constam as principais conclusões é também sublinhada a importância do 3º Sector que movimenta actualmente um “valor não desprezível na economia nacional, com a criação de emprego e riqueza que contribui para o desenvolvimento socioeconómico do país, com incidência em muitas regiões desfavorecidas”. Considera-se que este valor se encontra subavaliado, “dada a génese deste tipo de organizações, onde maioritariamente o trabalho não é remunerado”.

No plano da formação e qualificação dos órgãos directivos, conclui-se que a mudança deverá ser encarada como um factor determinante para as ONG, onde a formação e a qualificação dos seus órgãos directivos é encarada como “determinante para que sejam dotados de maior capacidade organizativa para enfrentar os novos desafios do futuro”.

O papel do Instituto Português da Juventude (IPJ) e da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém (FAJUDIS) no apoio à constituição de Associações Juvenis e às atividades por elas desenvolvidas foi reconhecido como preponderante. No entanto, considerando os dados estatísticos sobre a participação cívica dos jovens no distrito, verifica-se “a necessidade de encontrar outras formas de envolver os jovens nas organizações e em acções de voluntariado”.

O documento sobre as conclusões do colóquio aponta também várias recomendações entre as quais “o estabelecimento e reforço de parcerias e protocolos nos mais diversos sectores da administração com vista à transferência de competências e serviços públicos para o 3º Sector”. É ainda recomendado à administração que o trabalho de voluntariado seja reconhecido “como um valor contabilizável em projectos e candidaturas sujeitas a financiamento comunitário”. Outras das recomendações, aponta para a adequação curricular dos programas de ensino que possam traduzir um maior envolvimento e participação cívica dos jovens nas suas áreas de residência.

No colóquio subordinado ao tema “ O Associativismo e Voluntariado nas Sociedade Modernas – Que Futuro?”, participaram os oradores Jorge Claro, presidente da Fajudis – Federação Distrital das Associações Juvenis do Distrito de Santarém, Ramiro Matos, presidente do Banco Alimentar contra a Fome – Delegação de Santarém. Contributos que deram origem a inúmeras questões no espaço de debate e que motivaram a plateia para um segundo painel, constituído por António Frazão, da Cooperativa Terra Chã – Chãos, António Craveiro, do Sport Clube Operário de Cem Soldos – Tomar e Conceição Gaspar, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Alcanede. Foram moderadores, João Melo de Ataíde e Luis Ferreira.

CONCLUSÕES DO COLÓQUIO

«O ASSOCIATIVISMO E VOLUNTARIADO NAS SOCIEDADES MODERNAS – QUE FUTURO?»

  1. As Organizações Não Governamentais (ONG) e do voluntariado desempenham na sociedade um verdadeiro papel de serviço público, insubstituível, com custos operacionais e de eficiência muito inferior ao praticado pelo sector público e empresarial;
  2. As acções e as actividades desenvolvidas pelas ONG constituem a melhor forma e a mais genuína para a salvaguarda da nossa identidade cultural numa sociedade cada vez mais uniformizada pelos processos da globalização;
  3. O 3º Sector movimenta actualmente um valor não desprezível na economia nacional, com a criação de emprego e riqueza que contribui para o desenvolvimento socioeconómico do país, com incidência em muitas regiões desfavorecidas. Considera-se que este valor se encontra subavaliado, dada a génese deste tipo de organizações, onde maioritariamente o trabalho não é remunerado;
  4. Considerou-se que nas sociedades modernas a globalização e os avanços tecnológicos conduziram a alterações de paradigma, que obrigam a novos desafios ao 3º Sector;
  5. A mudança deverá ser encarada como um factor determinante para as ONG, onde a formação e a qualificação dos seus órgãos directivos é determinante para que sejam dotados de maior capacidade organizativa para enfrentar os novos desafios do futuro;
  6. Considerou-se determinante a necessidade de um maior envolvimento dos jovens nas acções do voluntariado e nas actividades das ONG, como estímulo à participação cívica e como factor de motivação e conducente ao aumento da capacidade renovadora dos órgãos directivos;
  7. Reconhece-se o papel preponderante do Instituto Português da Juventude (IPJ) e da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Santarém (FAJUDIS) no apoio à constituição de Associações Juvenis e às suas actividades por elas desenvolvidas. No entanto, considerando os dados estatísticos sobre a participação cívica dos jovens no distrito, verifica-se a necessidade de encontrar outras formas de envolver os jovens nas organizações e em acções de voluntariado;
  8. Recomenda-se ao ministério da educação e às escolas a adequação curricular dos programas de ensino conducentes a um maior envolvimentos e participação cívica dos jovens nas suas áreas de residência;
  9. Recomenda-se à administração que o trabalho de voluntariado seja reconhecido como um valor contabilizável em projectos e candidaturas sujeitas a financiamento comunitário;
  10. Recomenda-se o estabelecimento e reforço de parcerias e protocolos nos mais diversos sectores da administração com vista à transferência de competências e serviços públicos para o 3º Sector.

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